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A Cientologia Hoje

A cientologia, seita fundada por L. Ron Hubbard, escritor de ficção científica, está sendo combatida em frentes espalhadas por todo o mundo.

Recentemente, a seita foi objeto de denúncia no Parlamento Australiano. O Primeiro Ministro Kevin Rudd manifestou suas preocupações a respeito das denúncias de abusos e crimes cometidos pela organização ao redor do mundo e está analisando a instauração de um inquérito parlamentar para investigar as atividades da organização no país.

Além da Australia, a seita enfrenta problemas em outros países. Um livro lançado recentemente nos EUA, “Blown for Good: Behind the Iron Curtain of the Church of Scientology”, escrito por Marc Headley, que foi empregado da sede da seita em Los Angeles por 15 anos, detalha, assim como muitos outros já fizeram, abusos diários e episódios bizarros occoridos por trás dos bastidores. Um exemplo foram as três semanas que Headley diz ter passado sob o comando de Tom Cruise, que instruia seus subordinados a como mover garrafas e outros objetos com a mente.

Este ano a seita sofreu muitos ataques, tanto pelas revelações comprometedoras de desertores do alto escalão quanto pelas investigações inéditas da mídia a respeito de suas chamadas práticas religiosas.

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Fonte: Herald Scotland, 8 de novembro de 2009.
Autor: Jonny Jacobsen

Eu soube que a Cientologia estava em maus lençóis quando a mídia passou das fofoquinhas a respeito das celebridades cientologistas a informar questões muito mais obscuras e perturbadoras que ocorrem no centro da organização – questões que realmente importam e que eu conheci pessoalmente.

Após uma corte francesa condenar diversos cientologias e duas organizações associadas a organização por fraude no mês passado, e enquanto outras operações francesas investigam um suicídio e um alegado sequestro, o diretor vencedor do Oscar Paul Haggis abandonou a Cientologia, após muitos como membro.

Paul Haggis

Paul Haggis

Haggis, que escreveu e dirigiu o filme “Crash”, denunciou a prática da “desconexão“, que obriga membros a cortar relações com qualquer um – até mesmo as pessoas amadas – se esta pessoa for considerada inimiga da Cientologia.

No começo da década de 90, em Edimburgo, capital da Escócia, eu descobri o que a desconexão pode fazer com pessoas comuns quando uma amiga muito próxima envolveu-se com a Cientologia. Foi uma experiência que me marcou tão profundamente que eu estive observando o movimento desde então.

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Fonte: Herald Sun

Senator Xenophon yesterday accused the Church of Scientology of being a criminal organisation.

Nick Xenophon

Nick Xenophon

The South Australian parliamentarian said he had been contacted by a number of former Scientologists, after he questioned the organisation’s tax exempt status in a recent television interview.

“They have provided long and detailed letters to me about the workings of this organisation,” he told the Senate.

“These people rightly see themselves as victims of Scientology.”

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Fonte: Entrevista Exclusiva ao Radar Online.

Scientology employees are forced to watch video montages of Tom Cruise as part of their training.

According to a former member of the church the eccentric star is used as inspiration to those working at the sprawling compound in Gilman Hot Springs California.

And, while they are banned from reading newspapers or watching regular television, they are gathered at random times to view Cruise’ appearances.

Blown for Good

Por Trás da Cortina de Ferro da Cientologia

Having left Scientology after more than 15-years Marc Headley is lifting the lid on the bizarre religion in his explosive new book Blown for Good.

And in an exclusive interview with RadarOnline.com, the author is speaking out about his experiences at the, much talked about, compound.

“Everyone there thought Tom Cruise was just brilliant,” said Headley, who left nearly five years ago. “Absolutely all the employees looked up to him.

“They think he is an exhilaration, which is very high up on what they call the ‘tone scale’.

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Nancy Many era uma estudante de Boston, Estados Unidos, quando ela entrou pela primeira vez em um escritório da Scientology. Ali foi o começo do fim da independência e liberdade tal qual ela conhecia. Após 27 anos prestando serviços “voluntários” em todos os níveis da Sea Org (supostamente o grupo de elite da seita, mas é tão elite que tem convidado novos membros por redes sociais como o ORKUT), Nancy abandonou o grupo e agora trabalha para ajudar outras vítimas e expor os abusos e crimes de seu antigo grupo. Nancy vive hoje em Los Angeles com sua família.

Seu livro “My Billion Year Contract” (referência ao contrato que os membros da Sea Org devem assinar, comprometendo-se a trabalhar para a Scientology por um bilhão de anos, está disponível (apenas em inglês) em seu website.

Há duas rotas que podem ser seguidas pelos membros da organização. Para os mais endinheirados, basta comprar os materiais, auditorias e cursos vendidos pela organização. Outro caminho seria o de trabalhar para a organização em troca de tudo aquilo, após a assinatura de um contrato de trabalho de um bilhão de anos.

Contrato de Trabalho por Um Bilhão de Anos

Contrato de Trabalho por Um Bilhão de Anos

Silêncio no parto!

O nascimento é um dos mais extraordinários engramas em termos de contágio. Aqui a mãe e a criança, ambas recebem o mesmo engrama, que difere apenas na localização da dor e na profundidade da inconsciencia. Qualquer coisa que os médicos ou as enfermeiras digam à mãe durante o parto, o nascimento e imediatamente após, antes que a criança seja retirada do quarto, é registada no Banco reativo da mente, formando um engrama. Este engrama é extraordinariamente destrutivo de várias maneiras ….

- L. Ron Hubbard.

Eis a organização que se auto-intitula defensora dos Direitos Humanos (retirado integralmente do livro de ficção Dianética, aquele com o vulcão na capa):

“O pervertido sexual ( e com este termo, a Dianética, para ser breve, inclui todas as formas de desvio sexual, tais como homossexualismo, lesbianismo, sadismo sexual, etc e todas as incluídas no catálogo de Ellis e Kraft-Ebing) está, na realidade, bem doente fisicamente. A perversão, como doença tem tantas manifestações que deve estar espalhada em toda a gama de classes de doenças. Excessivo desenvolvimento dos orgaos sexuais, subdesenvolvimento, inibição ou aumento seminal, etc. E a soma disto é que o prevertido é sempre uma pessoa muito doente, de um ou outro modo, esteja consciente ou não disso. Ele está muito longe de ser culpado pela sua condição, mas também está muito longe de ser normal. Por lhe faltarem, até agora, os meios adequados, a sociedade esteve presa entre a tolerância e o castigo …”

- L. Ron Hubbard.

Fontes: O Globo e BBC Brasil

Video (Clique aqui)

Data: 27 de Outubro de 2009

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A Igreja da Cientologia da França foi condenada por fraude e ordenada pela Justiça a pagar uma multa de 600 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhão). No entanto, a Igreja não foi obrigada a fechar as suas portas, devido a uma polêmica mudança na lei durante o processo.

O principal dirigente da Igreja no país, Alain Rosenberg, foi condenado a uma pena de dois anos de prisão, que poderá ser cumprida em liberdade, e a uma multa de 30 mil euros por fraude em quadrilha.

No total, as duas principais organizações da Igreja foram condenadas a multas de 600 mil euros, mas a Cientologia não foi banida do país devido a uma polêmica mudança na lei antes do início do julgamento.

Dos 600 mil euros de multa, 400 mil são para a associação espiritual Celebrity Centre, principal estrutura da organização, com sede em Paris, condenada por fraude em quadrilha. Os demais 200 mil euros são para a livraria da Cientologia, a SEL.

No julgamento, as entidades eram acusadas de fraude em quadrilha por terem se aproveitado da vulnerabilidade de quatro ex-adeptos para extorquir milhares de euros e tirar proveito financeiro.

As vítimas afirmavam terem sido pressionadas a pagar altas somas de dinheiro por testes de personalidade “gratuitos”, livros, vitaminas e equipamentos diversos, que dariam uma aparência científica aos cursos da Igreja.

Danielle Gounord, Porta Voz da Seita (foto: Reuters)

Danielle Gounord, Porta Voz da Seita, fala com a imprensa após a decisão. Ao fundo, representante do grupo Anonimous, que tem atuado ativamente para o banimento da Cientologia a nível mundial. (foto: Reuters)

Lei polêmica

Movimentos anti-seitas se dizem “decepcionados” com a decisão, afirmando que a França perdeu uma “oportunidade histórica” de pôr fim à Igreja da Cientologia na França.

Uma polêmica modificação legislativa, realizada pouco antes do início do julgamento, no dia 25 de maio, impediu a possibilidade de aplicação da pena mais severa solicitada pelo Ministério Público francês, que era o fechamento da Igreja na França.

Uma emenda a uma lei sobre simplificação de procedimentos processuais, votada em 12 de maio passado e que englobava diferentes assuntos, passou a impedir a dissolução de pessoas jurídicas condenadas por fraude.

Essa era justamente a principal acusação contra a Cientologia. A mudança legislativa passou totalmente despercebida no país e somente se tornou pública em setembro, quando foi revelada pela Missão Interministerial de Luta contra Desvios Sectários, agência governamental que monitora movimentos e seitas.

A revelação de que a emenda legislativa impediria, na prática, o fechamento da Cientologia, na França, causou grande polêmica no país.

A mudança foi realizada por iniciativa de um deputado do partido UMP, do presidente Nicolas Sarkozy.

O Ministério do Interior reagiu à mudança da lei, afirmando que o erro deveria ser corrigido.

O texto foi revogado em setembro, mas a proibição de dissolver empresas acusadas de fraude continuou válida nesse processo, já que a lei estava em vigor quando o julgamento foi iniciado.

Os opositores da Igreja acusaram a Cientologia de ter se infiltrado no parlamento francês e “conduzido” a mudança legislativa.

O advogado da organização, Patrick Maisonneuve, que se diz “indignado” com essas declarações, pediu à Justiça para investigar as acusações.

Essa foi a primeira vez que duas pessoas jurídicas da Cientologia, a Celebrity Centre e a SEL, integraram o banco dos réus na França. Até então, apenas alguns de seus representantes pessoas físicas haviam sido julgados no país.

A Cientologia é considerada pelas autoridades francesas como uma seita, segundo um relatório parlamentar de 1995.

Video do Globo.com:

Nota do Blog: No ano passado, uma corte alemã autorizou o monitoramento do grupo, fundamentando sua decisão dizendo que a Cientologia quer estabelecer uma sociedade que ignora garantias fundamentais constitucionais como a Dignidade e Igualdade.

Veja reportagens e vídeos sobre a seita da Scientology e sua armadilha Dianética (Dianetics) clicando aqui.

Fonte: The Australian
Sarah Elks | 23 de Outubro, 2009

A Igreja da Scientology recusou-se a entregar documentos exigidos pelo Instituto Médico Legal australiano que está investigando a morte de um soldado que cometeu suicídio dois dias após concluir um dos cursos intensivos da Scientology.

Na data de ontem, descobriu-se que a sede norte-americana da Scientology mandou sua filial australiana encaminhar o “arquivo de audição” para os Estados Unidos — que fica fora da jurisdição do instituto médico legal — antes da emissão dos mandados de busca.

Edward Alexander McBride foi encontrado eletrocutado e enforcado (a causa da morte foi a eletrocussão) na estação Energex, no Parque Everton, Brisbane, Austrália, no dia 7 de fevereiro de 2007. O soldado, que estava lotado no quartel Enoggera de Brisbane, estava de folga naquela época e atendendo a cursos integrais da Scientology por aproximadamente um mês.

Um inquérito sobre sua morte descobriu que ele era considerado solitário e constantemente provocado pelos seus colegas de farda, porém isso não teria gravidade suficiente para levar McBride a tomar uma decisão de suicidar-se.

McBride pagou AU$ 25.000,00 pelos cursos e concluiu o último dois dias antes de sua morte.

No inquérito interno apresentado na semana passada, o médico legal John Lock disse que foi naquele momento (conclusão de seus cursos) que “algo estranho aconteceu”.

O Dr. Lock informou os pedidos feitos por ele e pela Polícia a Scientology para ter acesso ao arquivo de audição de McBride foram infrutíferos.

“Arquivos de audição e ética que poderiam ter registrado informações pessoais… apesar dos pedidos formais, não foi apresentado no inquérito,” escreveu Dr. Lock, observando que as ações da filial australiana em transferir o arquivo não foi ilegal pois foi feito antes da emissão dos mandados.

“O Sr. McBride mudou de atitude em algum momento após a tarde de 5 de fevereiro de 2007, e esses arquivos podem muito bem ter alguma informação que ajudaria no inquérito para determinar o que aconteceu,” disse ele.

O Dr. Lock disse que as autoridades da Scientology na Australia aparentavam seguir ordens do quartel-general nos Estados Unidos. “Essas atitudes demonstram uma clara interferência por decisão deliberada (da Scientology norte-americana) em não apresentar o arquivo de audição”, ele disse.

Nos dias que antecederam a morte de McBride, membros da igreja tentaram contactá-lo repetidamente em seu telefone celular, e mandaram mensagens de texto e de voz mencionando uma “audição” e “LHR” — uma referência ao fundador da Scientology L. Ron Hubbard.

O médico legal disse que aparentemente McBride havia expressado sua vontade em dar um tempo até que ele recuperasse apenas interações positivas com a Scientology. “Ficou claro para mim que aquele grau de pressão e o montante de contatos por parte de membros da Scientology durante aqueles dias são indicativos de que alguma coisa a mais além de simples preocupações em concluir um processo administrativo ao final de seus cursos,”, disse o Dr. Lock.

A porta-voz da Scientology na Austrália, Vicki Dunstan disse que o arquivo de audição foi encaminhado para a “igreja mãe” nos Estados Unidos antes da filial australiana receber um pedido do médico legal, mas informa que o arquivo não esclarece o estado mental de McBride ou o que o levou a suicidar-se.

O médico legal informa que o suicídio de McBride não era “razoavelmente previsível” para sua família, para a Força de Defesa Australiana ou pelos membros da Scientology.

Placa da verdade

Cult (Seita)

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