Revista Penthouse: Entrevista com L. Ron Hubbard Junior, Junho 1983

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Em Junho de 1983, a revista adulta norte-americana Penthouse publicou uma bombástica entrevista com L. Ron Hubbard Junior, filho de L. Ron Hubbard. L. Ron Hubbard Jr., apelidado de “Nibs”, era o filho mais velho de L. Ron Hubbard com sua primeira esposa, Margaret Louise Grubb. Ele morreu com o nome de Ron DeWolf, em 1991, vítima de complicações causadas pela diabetes.

Penthouse Junho 1983

Penthouse Junho 1983

“A Cientologia e todas as outras seitas são unidimensionais, e nós vivemos em um mundo tridimensional. Seitas são tão perigosas quanto drogas. Elas cometem um crime capital: o estupro da alma.” – L. Ron Hubbard Jr.

L. Ron Hubbard Jr. (Ron DeWolf)

L. Ron Hubbard Jr. (Ron DeWolf) - fonte Lermanet.com

Penthouse, Junho de 1983

Por mais de vinte anos (entrevista publicada em 1983), L. Ron Hubbard Jr. têm sido um homem em fuga. Ele mudou de residências, trabalhos, e até mesmo o seu nome em 1972, para Ron DeWolf, para escapar do que ele define como a represália e a ira de seu pai e da organização de seu pai — a Igreja da Cientologia. Seu pai, L. Ron Hubbard, fundador e líder da Cientologia, tem sido uma figura controversa e misteriosa, assim como sua organização, por mais de uma geração. Seus desertores a chamam de “granddaddy”  e da pior das seitas que floresceram nas últimas gerações. Seus defensores — existem milhares deles — juram que a igreja é o caminho para a perfeição humana e felicidade. Milhões de palavras foram escritas contra e a favor da Cientologia. Quais delas são verdadeiras?

L. Ron Hubbard e os poucos que trabalharam em altas posições da organização nunca falaram publicamente sobre os trabalhos e finanças da Igreja da Cientologia. Até recentemente, raras eram as acusações feitas por ex-integrantes a respeito de coerção, chantagem, e dos bilhões de dólares que a organização diz ter. Em 10 de novembro de 1982, L. Ron Hubbard Jr. ingressou com uma ação extraordinária perante a Corte Superior de Riverside, Estado da Califórnia, para provar que seu pai está morto e que seus herdeiros devem receber os milhões de dólares que estão sendo dissipados de seus bens. Alguns dos segredos a respeito da Cientologia começam a ser revelados. Alguns dos detalhes são chocantes.

L. Ron Hubbard Jr. é um sobrevivente. Seu surgimento na Terra, em 7 de maio de 1934, foi o resultado da falha de procedimentos abortivos provocados por seu pai. Ron, com apenas seis semanas e meia e pesando menos de 1 quilo veio ao mundo. Sua mãe, Margaret “Polly” Grubb, teria mais uma filha, Catherine May, antes de seu marido a abandonar em 1947 para entrar em uma situação de bigamia com Sarah Northrup (L. Ron Hubbard casou-se com Sarah sem divorciar-se de Margaret). Dessa união, nasceu Alexis Valerie. Logo após isso, o fundador da Cientologia casou-se com Mary Sue Whipp, a atual esposa de L. Ron Hubbard, que está agora servindo uma pena de quatro anos em uma prisão federal por furtar documentos do governo. Desta união, nasceram quatro crianças, Diana e Quentin, que morreu em circunstâncias misteriosas em 1976; Artur, que está desaparecido a vários anos; e Suzette.

Ron Junior diz lembrar muito de sua infância. Ele diz lembrar, quando tinha seis anos de idade, a cena vívida de seu pai realizando um ritual de aborto em sua mãe com um cabide. Ele lembra que, quando tinha dez anos de idade, seu pai, em uma tentativa de antenar seu filho com sua idolatria de magia negra, adicionou phenobarbital na goma de mascar dele. As drogas tiveram uma importância durante o crescimento de Ron Junior, uma vez que seu pai acreditava que elas eram a melhor forma de aproximarem-se de Satanás — o Anticristo da magia negra.

Ron Junior também lembra-se de um pai alcóolatra e drogado que maltratava sua mãe e outras mulheres, mas que, quando entorpecido, adorava contar ao seu filho todas as suas maracutaias. Por fim, Ron Junior lembra-se de seu pai como um escritor de ficção científica falido que pregava que o caminho para a riqueza e glória estava na venda de religião para o povo.

1950 foi um ano divisor de águas para o adolescente de 16 anos Ron Junior, quando o livro de seu pai “Dianética: A Ciência Moderna da Saúde Mental” foi publicado. Ao passo que na década de 80 livros de auto-ajuda não são mais novidade, “Dianética” foi um pioneiro deste gênero. A felicidade em 1950 poderia ser uma realidade, se a pessoa praticasse a estranha mistura de ficção científica e psicoanálise oferecida no best-seller de Hubbard pai. Foi um sucesso inesperado para Hubbard, que até então vivia em New Jersey, quando o carteiro passou a entregar diariamente sacos de cartas dos tristes e desesperados que leram o livro e queriam que L. Ron Hubbard os guiasse para a terra prometida. Era um sonho tornando-se realidade — o escritor de ficção científica que não apenas criou um mundo de fantasia mas que o empacotou e o vendia como realidade.

Em 1950, L. Ron Hubbard inaugurou a Clínica Dianética, onde os esperançosos e recém convertidos visitariam, pagando uma taxa, e suas doenças — de solidão ao câncer — seriam curadas. Dianética foi a nova Revolução Científica, e L. Ron Hubbard era seu profeta.

Essencialmente, a Cientologia é uma terapia de auto-ajuda. Ela é baseada na premissa que, revisitando experiências negativas ou “engramas“, uma pessoa pode libertar-se de sentimentos repressivos que afetam sua vida. Esse processo de liberação é supervisionado por um conselheiro chamado de “auditor” que cobra até centenas de dólares por sessão. O auditor conta com a ajuda básica do “E-Meter“, um galvanômetro de epiderme que supostamente ajuda o auditor a identificar os problemas de seu cliente.

As autoridades de Nova Jersey e a American Medical Association (Associação Médica Americana) rapidamente desafiaram a veracidade da nova fé. L. Ron Hubbard respondeu ao desafio fugindo de New Jersey (esta não seria sua última fuga). Uma outra lembrança de Ron Junior é a de seu pai enchendo caixas de sapato com milhares de dólares para mudar-se para pastos mais verdes e seguros.

Ao chegar a maturidade no início da década de 50, Ron Junior aprendeu as virtudes da fraude e de manter-se sempre a um passo à frente da lei e dos credores. Mas ele admite que aceitou os ensinamentos e o exemplo de seu pai como corretos. Quando seu pai deu início à moderna Igreja da Cientologia no Arizona e New Jersey em 1953, o jovem Hubbard era não apenas um discípulo mas um organizador voluntário dentro do movimento. Assim permaneceria durante toda a década de 50.

Apesar de Ron Junior nunca ter desafiado seu pai e a delirante seita da Cientologia, um desconforto crescente começou a tomar conta dele. Em 1953 ele casou-se com Herietta, que ele nunca permitiu ingressar na igreja. Eles tiveram seis filhos — Deborah, Leif, Esther, Eric, Harry e Alex, de 12 anos de idade, portador da Síndrome de Down — e seis netos, nenhum dos quais jamais foram membros da Cientologia. A importância da vida familiar, especialmente em contraste com sua própria infância e adolescência, levou Ron Junior a questionar, intimamente, sua vida como membro da Cientologia. Outros fatores que levavam Ron Junior a pensar em desligar-se da seita começaram a dominar sua vida. O controle autocrático e autoritário sobre a Cientologia geralmente levava à violência, e o jovem Hubbard começou a ficar perturbado com sua própria participação. Certas transações questionáveis envolvendo negociação de drogas e a transferência por seu pai de grandes somas de dinheiro para o exterior foram outros fatores perturbadores. Mas, diz ele, a gota final foi quando seu pai envolveu-se com os Russos. Em 1959, quando seu pai estava na Australia, Ron, sua esposa e os dois filhos fugiram da Cientologia.

De acordo com Ron Junior, sua vida iria tornar-se um pesadelo. Não importava onde a família estivesse dentro dos Estados Unidos, não levaria muito tempo para um membro da organização localizá-los. Por saberem demais sobre a Cientologia e seu fundador, diz Ron, foram várias as tentativas de silenciá-lo. Por muitos anos, Ron. Hubbard Junior viveu sem chamar a atenção.

Ficar calado não acabou com o terror que Ron sentia do que seu pai e seus seguidores poderiam fazer com ele e sua família. Em 1976 seu meio irmão Quentin morreu sob circunstâncias misteriosas que Ron acredita ter sido um assassinato. Quentin, um dos filhos do líder da Cientologia, por ser drogado era uma vergonha para seu pai. Se todas essas questões eram ou não sinais de paranóia passou ter menos importância para Ron Junior do que descobrir, de uma vez por todas, a verdade do que havia acontecido com seu pai. Em 1980 Ron Junior convenceu-se de que seu pai estava morto, e que sua morte estava sendo mantida sob segredo pela Igreja da Cientologia, pois sua morte provocaria caos na organização. Ele ingressou com sua ação e uma guerra aberta foi declarada. Caso ele prove que seu pai está morto ou incapacitado, Ron e outros membros da família irão receber milhões de dólares que acredita-se ser parte dos bens de L. Ron Hubbard.

Por mais de trinta anos, histórias, rumores e insinuações a respeito da Igreja da Cientologia foram sussurradas, algumas vezes reportadas intencionalmente. Obviamente, o julgamento final de L. Ron Hubbard Junior, e suas alegações aguardam um final. Mas por causa de seu envolvimento em alto-escalão por um período tão longo dentro da controversa organização, ele mesmo tornou-se uma figura pública. Para descobrir como é o homem no centro de uma tempestade internacional, Penthouse enviou seu editor Allan Sonnenschein até Carson City, Estado de Nevada, onde ele encontrou-se com Ron Junior no apartamento de três cômodos onde ele vive (ele é o síndico do complexo de apartamentos). “DeWolf”, informa Sonnenschein, “é um homem baixo e corado, com cabelos ruivos. Apesar de seu envolvimento quase frequente com advogados de ambos os lados do caso, DeWolf permaneceu relaxado durante as diversas horas em que estive com ele. Ele pareceu convencido que seu desejo em contar seu lado da história após todos estes anos é de vital importância, e ele falou com firmeza e intensidade condizente com uma pessoa que diz estar arriscando a vida ao abrir a boca.”

Em razão da seriedade das acusações do Sr. DeWolf e porque seu pai afetou a vida de milhares, senão milhões de pessoas, Penthouse irá lançar uma investigação independente destas acusações. Os resultados serão publicados em uma edição no futuro.

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ENTREVISTA

Penthouse: Antes de ingressar com a ação judicial e começar a falar abertamente sobre a Cientologia, haviam poucas matérias na mídia a respeito da Cientologia. Por que você acha que hã tão poucas investigações a respeito da Cientologia?

Hubbard: É muito simples. A Cientologia sempre teve uma doutrina de “jogo justo (fair game)” — uma política de fazer absolutamente qualquer coisa para interromper a investigação ou publicação de um artigo crítico em uma revista ou jornal. Eles fizeram operações incríveis contra diversas pessoas que tentaram escrever livros sobre a Cientologia. Era algo como uma campanha de terrorismo. Inicialmente eles tentam processar o jornalista ou o jornal de todas as formas possíveis. Nós tínhamos uma equipe de advogados somente para fazer isto. O objetivo era destruir o inimigo. Assim, a solução era sempre atacar, completamente, com todos os recursos possíveis, de todos os ângulos, rapidamente isso se torna esmagador. Uma pessoa seria surrada com vinte e sete processos judiciais, e nossos advogados iriam convocar toda e qualquer pessoa que conhecesse aquele sujeito, levantando qualquer poeira, ao mesmo tempo em que movimentavam uma operação que poderia causar-lhe outros problemas. Eu sei de um caso, envolvendo Paulette Cooper, que escreveu um livro chamado “O Escândalo da Cientologia“, onde eles gastaram quase U$ 500.000,00 tentando destruí-la.

Penthouse: Então você acha que a imprensa foi intimidada?

Hubbard: Oh, com certeza. Durante todo este tempo, desde a década de 50. Eu acho isto muito triste. É muito parecido com a Alemanha na década de 30. A liberdade de imprensa parecia enterrada. Eles ficaram amedrontados. Eles pensaram: “bem, quem quer passar dez anos enfrentando processos judiciais, só porque publicamos o nome L. Ron Hubbard?” Eu estou encantado em ver que a Penthouse tem coragem de publicar esta entrevista.

Penthouse: Por que você acha que é tão arriscado?

Hubbard: Meu pai nos ensinou: não vá para o fórum pensando em ganhar um processo. Você vai para o fórum para assediar, atrasar, cansar o inimigo financeiramente, fisicamente, mentalmente. Você entra com todos os recursos imagináveis só para prendê-los no fórum. Os fórums, para meu pai, nunca foram usados para buscar a justiça ou reparação, mas sim para destruir pessoas que ele via como inimigos e prevenir histórias negativas de aparecerem. Ele só queria o controle total da imprensa — e conseguiu.

Penthouse: O que é Cientologia exatamente?

Hubbard: Cientologia é um jogo de aquisição de poder-e-dinheiro-e-inteligência. Para usar termos do dia-a-dia, Cientologia diz que você, eu e todos os outros determinamos ser o que somos, centenas de trilhões de anos atrás, apenas decidindo que seríamos. Através de jogos espaciais selvagens, interação, lutas e guerras que seguem a tradição da ficção científica, nós criamos este universo — toda a matéria, energia, espaço e tempo (MEST – matter, energy, space e time) deste universo. E com o passar desses trilhões de anos, nós nos tornamos o efeito de nossa própria causa e hoje nos encontramos presos nestes corpos. Assim, a idéia do “aconselhamento”, “processamento” ou “audição” da Cientologia é tornar-se livre de seu corpo e retornar ao status de deuses ou, no jargão da Cientologia, um Thetan Operante (Operating Thetan). Todos somos deuses caídos, de acordo com a Cientologia, e o objetivo é retornar à aquele estado.

Penthouse: E o que é a Igreja da Cientologia?

Hubbard: É uma das muitas organizações de meu pai. Ela foi criada em 1953, basicamente para escapar do assédio contra meu pai feito pela medicina e a Receita Federal. A idéia de Cientologia como religião não existina até aquele ponto, mas meu pai recorreu a solução de torná-la uma igreja após começar a se sentir pressionado.

Penthouse: Seu pai não tinha nenhum interesse em ajudar pessoas?

Hubbard: Não.

Penthouse: Nunca?

Hubbard: Meu pai começou como um escritor de ficção científica falido. Ele estava sempre quebrado no final da década de 40. Ele falou para mim e muitas outras pessoas que o caminho para ganhar um milhão seria começar uma religião. Então ele escreveu o livro “Dianética: a Ciência Moderna da Saúde Mental”, enquando estava em Bayhead, New Jersey. Quando visitamos Bayhead anos depois, em 1953, estávamos andando e recordando, e ele me disse que escreveu o livro em um mês.

Penthouse: Não havia igreja quando ele escreveu o livro?

Hubbard: Oh não, não. Veja bem, o objetivo dele era basicamente escrever o livro, pegar o dinheiro e fugir. Mas em 1950, este foi o primeiro livro de psicoterapia do tipo “faça você mesmo”, e tornou-se um best-seller. Ele continuou recebendo, literalmente, caminhões de cartas. Então ele e algumas outras pessoas, incluindo J. W. Campbell, o editor da revista de ficção científica “Astounding Science Fiction”, criaram a Fundação de Pesquisa Dianética, em Elizabeth, New Jersey. E os correios continuaram a despejar sacos de cartas no prédio. A fundação tinha uma equipe só para processar os envelopes e jogar fora todas que não tinham nenhum dinheiro dentro.

Penthouse: Pessoas mandavam dinheiro?

Hubbard: Sim, elas queriam treinamento, processamento e audição Dianética. Foi uma avalanche incrível.

Penthouse: Ele escreveu o livro de cabeça? Ele fez alguma pesquisa de verdade?

Hubbard: Nenhuma pesquisa. Quando ele respondia a essa questão com o decorrer dos anos, suas respostas mudavam de acordo com a biografia que ele estava escrevendo. Algumas vezes ele escrevia uma nova biografia por semana. Geralmente ele dizia que havia gasto 30 anos de pesquisa com o livro. Mas não, ele não gastou. O que ele fez, na realidade, foi pegar um pouco de cada pessoa, colocar tudo em um liquidificador e misturar tudo — e assim surgiu a Dianética!  Todos os exemplos do livro — supostamente 200 experiências na vida real — foram apenas o resultado de sua obsessão com abortos e estados inconscientes… De fato, a grande maioria daqueles incidentes foram inventadas na hora. O resto vêm de sua vida secreta, quando esteve envolvido profundamente com ocultismo e magia negra. Esse envolvimento vem desde quando tinha 16 anos, morando em Washington, D.C. Ele teve acesso ao livro de Alistair Crowley, chamado de “The Book of Law”. Ele ficou bastante interessado em muitos aspectos sobre a criação do que alguns chamam de “Moon Child” (criança da Lua). Foi basicamente uma tentativa de criar uma concepção imaculada — porém por Satanás ao invés de Deus. Outra idéia importante foi a criação do que eles chamam de “implantes embrionários” — fazer com que um espírito satânico ou demoníaco habite o corpo de um feto. Isso ocorreria como resultado de rituais de magia negra, que incluíam a utilização de hipnose, drogas e outras práticas perigosas e destrutivas. Uma das coisas importantes foi a destruição das provas se você falhasse na concepção imaculada. Foi assim que meu pai ficou obcecado com abortos. Eu tenho na memória o ocorrido quando eu tinha seis anos de idade. Com certeza é um problema para meu pai e para a Cientologia que eu me recorde disto. Foi por volta de 1939, 1940. Eu vi meu pai fazendo algo com minha mãe. Ela estava deitada na cama e ele estava sentado sobre ela, voltado para os pés dela. Ele segurava um cabide em suas mãos. Havia muito sangue espalhado por todo o lugar. Eu lembro de meu pai gritando “volte para a cama!”. Logo mais tarde um médico chegou e a levou para o hospital. Ela não falou sobre o ocorrido por muitos anos. Meu pai também não.

Penthouse: Ele estava tentando provocar um aborto?

Hubbard: De acordo com ele e minha mãe, ele tentou fazer aquilo comigo. Eu nasci com seis semanas e meia, e pesava menos de um quilo. Quero dizer, eu não nasci: isto é o resultado da tentativa de aborto deles. Isso ocorreu durante uma noite de muita festa, ele acabou envolvido na tentativa de fazer um número de magia negra. Além disso, tenho que acrescentar, ele via a si mesmo como a incarnação da Besta 666.

Penthouse: O demônio?

Hubbard: Sim. O Anticristo. Alestair Crowley via a si mesmo como tal. E quando Crowley morreu em 1947, meu pai decidiu que ele deveria usar a capa da besta e tornar-se o ser mais poderoso no universo.

Penthouse: Você tinha dezesseis anos nessa época. No que você acreditava?

Hubbard: Eu acreditava em Satanismo. Não havia outra religião em minha casa! Cientologia e magia negra. O que muitas pessoas não percebem é que Cientologia é magia negra aumentada por um longo período. Para praticar magia negra leva-se geralmente poucas horas, ou no máximo algumas semanas. Mas a Cientologia a esticou para toda uma vida, então você não a enxerga. Magia negra está no centro da Cientologia — e provavelmente é a única parte da Cientologia que realmente funciona. Além disso, você deve entender que meu pai não venerava Satanás. Ele achava que ele era o próprio. Ele e Satanás eram um só,  uma única ligação de comunicação e poder. Meu pai não venerava nada, digo, quando você pensa que você é o ser mais poderoso do universo, você não respeita nada, muito menos venera.

Penthouse: Vamos voltar a sua visão da Cientologia funcionando basicamente em indivíduos. E se uma pessoa escrevesse para seu pai perguntando se ele poderia curar o câncer dela?

Hubbard: Ele diria, Oh sim, ele poderia cuidar daquilo.

Penthouse: E qual seria o preço para curar câncer?

Hubbard: Antigamente era algo em torno de U$ 10 a U$ 25 por hora. Agora, a hora custa U$ 300 ou mais.

Penthouse: O que esse dinheiro pagava exatamente?

Hubbard: Para ser auditado. Antigamente, o paciente deitava em um sofá e o auditor sentava em uma cadeira e fazia o aconselhamento. As palavras “audição”, “aconselhamento” e “processamento” na realidade significam a mesma coisa na Cientologia.

Penthouse: O que era discutido?

Hubbard: Eles diriam que o câncer e sua cura são apenas incidentes comparados ao maior problema para o “desenvolvimento espiritual” de alguém, e de acordo com a Dianética e a Cientologia, a explicação para o câncer é basicamente que você está tendo problemas sexuais.

Penthouse: Um problema sexual?

Hubbard: Certo.

Penthouse: Como ele chegou a essa conclusão?

Hubbard: Muito simples, de acordo com meu pai. Câncer são basicamente células que dividem-se sem controle, e portanto, de acordo com meu pai, o problema é uma coisa sexual. Assim o câncer está enraizado em um problema sexual. Se você tem câncer, você está bem encrencado com o sexo. Então, o que aconteceria nessa audição — eu não sei como é hoje em dia, mas provavelmente é como antigamente — é que eles discutiriam toda a vida sexual do sujeito. Havia com certeza uma grande preocupação, pois em Dianética e Cientologia, sexo significa controle. Você tem o controle total sobre alguém se você tem em arquivo todos os detalhes da vida e fantasias sexuais.

Penthouse: E se alguém que passasse pelo treinamento decidisse abandonar?

Hubbard: Não havia como. Houve milhares de pessoas, na década de 50 que vieram, receberam vários níveis de treinamento tais como o Certificado Hubbard de Auditor Certificado (Hubbard Certified Auditor’s Certificate), ou um bacharelado ou doutorado em Cientologia, e quando não fizeram o que meu pai esperava deles, tiveram os certificados cancelados. E ele então notificava os cientologistas na área em que o sujeito morava para não se relacionarem com ele, para se desconectarem dele. E se houvessem informações a seu respeito, nós iríamos espalhar tais informações entre sua esposa, sua família, seus filhos, seu trabalho, todos os lugares. Era chantagem direta. Era “siga as ordens ou…”. Mais tarde eles criaram o conselho de revisão ética (ethics review board). Se você não seguisse as regras, seria colocado em julgamento pertante uma corte de mentirinha e sentenciado a esfregar o chão. Eu ouvi dizer que alguns tinham que andar com um esfregão sujo amarrado no braço como um crachá. Você podia ser obrigado a fazer qualquer coisa. Você era trancado em um armário ou algemado em uma cama. Isso foi nos anos finais. Nós éramos mais simples na década de 50, mais diretos. Eu simplesmente ia lá e batia neles.

Penthouse: Agressão física?

Hubbard: Sim. Nós os agredíamos. Eu mesmo fiz isso. Saiba que eu pesava quase 110 kilos naqueles dias. Quando eu ensinava Cientologia, nenhum estudante faltou aos meus cursos! Eu sairia e pegaria meus estudantes na força. Sabe, os Cientologistas agora estão tentando me fazer parecer a pior pessoa desde Attila, o huno. Eles esqueceram que quando eu era o diretor de treinamento da organização, eu treinei literalmente milhares de pessoas. Eu criei muitos processos e procedimentos da Cientologia no decorrer da década de 50. Eu realmente ajudei a criar e manter a organização. Eu estava intimamente envolvido, muito diretamente, por sete anos, durante sua formulação e construção. Então eu acho engraçado as tentativas deles de me descreditarem. Eu podia dizer que ninguém fugiu dos meus cursos. Se você acha que está difícil, você deveria ter ido às minhas aulas na década de 50.

Penthouse: O que aconteceria se alguém fosse a suas aulas, decidisse que era besteira e nunca retornasse?

Hubbard: Se você se inscrevesse em um curso e viesse para minha classe, eu o manteria lá ou buscaria na força se você saísse.

Penthouse: Você já teria o dinheiro, por que perder tempo?

Hubbard: Porque eu me achava o todo poderoso, sabe-tudo, totalmente arrogante e egoísta — eu era insuportável.

Penthouse: Seu pai sabia o que estava acontecendo?

Hubbard: Bem, com certeza. Ninguém fazia nada na Cientologia sem que ele tivesse conhecimento direto ou sem suas ordens

Penthouse: Alguma vez foi além dessas agressões físicas?

Hubbard: Lembro-me de uma vez ter prendido uma garota dentro de uma cabana no deserto por pelo menos algumas semanas.

Penthouse: Por que essas coisas nunca vieram a público?

Hubbard: Porque na década de 50 ocorria o mesmo reinado de terror de Robespierre e Hittler, e ainda ocorre nos dias de hoje. Você deve entender que há muita pouca coragem de verdade naquele mundo. É muito fácil dobrar as pessoas por lá. Não é difícil calar as pessoas, realmente não é. Nos anos 50 tudo o que eu tinha que fazer era ligar para o telefone de um cara e dizer “bem, eu acho que sua mulher gostaria de saber a respeito de sua amante.” A resposta seria um “Oh, meu Deus!” chocado. Eu responderia “Bem, ninguém quer realmente divulgar este tipo de informação. Eu acho que seria terrível se sua esposa descobrisse, então eu vou fazer de tudo para que ela não descubra. Agora, você deveria aparecer aqui para um pouco mais de audição… Eu sei que, dentro de seu coração, as críticas que você tem feito sobre Cientologia são apenas uma vingança, não é o que você realmente sente. Você sabe disso, não sabe?” E o cara responderia “Sim, claro, com certeza!” E então, se os cientologistas não pudessem te chantagear, eles criariam alguma coisa suja usando suas “operações especiais”. Ocorreram várias daquelas operações. Há uma, por exemplo, que ocorreu recentemente. Eu não estive envolvido, mas os cientologistas tentaram envolver um Promotor Assistente do Estado da Califórnia em uma falsa operação onde uma cientologista fingia ser uma freira e ter ficado grávida dele, entrando com uma ação na justiça. E em outro esquema eles tentaram acusar o prefeito de Clearwater (Gabe Cazares) de Clearwater, Florida (onde hoje fica o quartel-general da organização) em um falso atropelamento com fuga. Eu poderia te contar a respeito de várias operações dessa natureza.

Penthouse: Isso vem ocorrendo desde os anos 50?

Hubbard: Com certeza. Era tudo muito caseiro comparado com as operações sofisticadas que eles têm agora. Quando escondíamos bens e propriedades, por exemplo — eu lembro que estava na Philadelphia quando o FBI e o U.S. Marshall´s Office (O departamento de polícia federal mais antigo dos EUA, responsável pela segurança do judiciário, transporte de presos e proteção de testemunhas federais) estavam atrás do meu pai pela acusação de desobediência à uma corte. Lá eu estava atravessando a cidade com meu pai, a lista completa de correspondência de cientologistas e uma maleta cheia de dinheiro! Correndo para as montanhas!

Penthouse: Onde o dinheiro foi parar?

Hubbard: Grande parte no exterior. Mas meu pai sempre manteve uma grande quantidade em seu quarto, para que ele pudesse fugir a qualquer momento. Guardado em caixas de sapato. Ele não confiava em bancos.

Penthouse: De que quantidade estamos falando?

Hubbard: Até então? Centenas de milhares de dólares, no mínimo. A última vez que vi meu pai, em 1959, ele mencionou que ele tinha pelo menos U$ 20 milhões guardados.

Penthouse: Ele investiu o dinheiro?

Hubbard: Não, ele queria mantê-lo líquido. Fluidez, para que ele pudesse pegar e fugir a qualquer momento.

Penthouse: De onde veio todo este dinheiro? Quanto custava para ser auditado, na linguagem da Cientologia

Hubbard: Custava tanto quanto a pessoa tinha. Ela tinha que ficar na organização, sendo auditada cada vez mais, até que ela nos pagasse tudo que tinha. Pessoas vendiam suas casas, seus carros, convertiam suas ações e garantias em dinheiro e entregavam tudo para a Cientologia.

Penthouse: O que vocês prometiam em troca destes pagamentos?

Hubbard: Nós prometiamos a lua e então mostrávamos o caminho para chegar lá. Eles venderiam suas almas por aquilo. Nós estavamos dizendo que poderíamos dar os poderes de um deus — era isso que estávamos contando a eles.

Penthouse: Que tipo de pessoa ficava tentada com tais promessas?

Hubbard: Uma grande gama de pessoas. Pessoas que queriam aumentar seu QI (como demonstrado no vídeo oficial de Orientação da Cientologia, eles prometem aumentar o seu QI), sentir-se melhor, resolver seus problemas. Você também encontrava pessoas que queriam dominar outras pessoas com o uso do poder. Lembre-se, é um jogo de poder, subir na hierarquia da pirâmide até o topo, e o que conta é em quem você pode pisar para ganhar mais poder. É um grande atrativo para os neuróticos. E para os gananciosos. É um grande atrativo para os norte-americanos, eu acho, porque eles tendem a acreditar em tudo instantâneo, desde o café instantâneo até o nirvana instantâneo. Basta dizer algumas palavras mágicas ou realizar algumas tarefas, uma pessoa poderia tornar-se um deus. Pessoas acreditam nisso. Veja bem, a Cientologia não está focada na alma; está focada no ego. O que acontece na Cientologia é que o ego de uma pessoa é bombado por este hélio de ficção científica até ficar do tamanho do universo. E isso é muito atraente. É especialmente atraente para a inteligência deste país, que foi feita para nos fazer pensar que somos as pessoas mais inteligentes, quando na realidade, do ponto de vista emocional, somos completamente estúpidos. Você não acreditaria na quantidade de bons professores, doutores, cientistas, pessoas envolvidas com arte e ciência que caem na Cientologia. Ela é atraente para seu nível intelectual e reforça suas fraquezas emocionais. Mostre-me um professor e eu retorno aos anos 50: eu chuto ele na cabeça e como ele no café da manhã.

Penthouse: Ela atraía tantos jovens quanto as seitas de hoje?

Hubbard: Sim. Nós atraímos uma boa quantidade de hippies, mas tentamos ficar longe deles porque eles não tinham dinheiro.

Penthouse: Uma pessoa pobre não pode tornar-se cientologista?

Hubbard: Não, oh não.

Penthouse: O que você acha da grande popularidade de seitas neste país?

Hubbard: Eu acho que elas são muito perigosas e destrutivas. Eu acho que ninguém deveria pensar por você. E é exatamente isto que as seitas fazem. Todas as seitas, incluindo a Cientologia, dizem: “Eu sou sua mente, eu sou seu cérebro. Eu fiz todo o trabalho por você, eu abri o caminho para você. Tudo que você deve fazer é desligar sua mente e andar pelo caminho que eu criei.” Bem, eu aperndi que há grande força na diversidade, que uma discussão ou debate acalorados são muito saudáveis e devem ser encorajados. É por isso que gosto da organização política nos Estados Unidos: simplesmente porque você pode lutar e argumentar e pular para cima e para baixo e gritar e berrar e ter qualquer ponto de vista, não importa o quão errado ou ridículo ele for. As pessoas aqui não precisam abrir mão de seus direitos para alcançar as coisas em que acredita. Cientologia e todas as outras seitas são unidimensionais, e nós vivemos em um mundo tridimensional. Seitas são tão perigosas quanto drogas. Elas cometem o crime capital: o estupro da alma.

Penthouse: Você mencionou que a Cientologia atraiu um grande número de pessoas importantes e bem conhecidas. Você pode nos dar alguns exemplos?

Hubbard: Duas das pessoas que estiveram envolvidas no final dos anos 50, na Inglaterra, foram Errol Flynn (ator britânico) e um homem que estava no alto escalão do Partido do Trabalho naquela época. Meu pai e Errol Flynn eram muito parecidos. Eles estavam apenas interessados no dinheiro, sexo, bebidas e drogas. Naquele tempo, no final dos anos 50, era um sujeito difícil. Mas ele e meu pai estavam envolvidos com negócios de contrabando: ouro do Mediterrâneo, e algumas drogas, a maioria cocaína. Eles eram impressionantes. Eu tinha que admirar meu pai de um ponto de vista. Como eu disse, ele era um falido, um escritor de ficção científica quebrado, e então ele escreve um livro de ficção científica e convence o mundo de que aquilo é verdade. Ele vende o livro para milhões de pessoas e ganha bilhões de dólares e todo mundo pensa que ele é uma espécie de divindade. Ele era realmente impressionante. Flynn era igual também. Você pode falar muitas coisas negativas a respeito dos dois, mas eles faziam o que queriam e viviam como queriam. Era muito divertido sentar-se à mesa de jantar e ouvir o papo dos dois. Selvagens. Errol Flynn era como meu pai no sentido de que faria qualquer coisa por dinheiro. Ele levava qualquer coisa para a cama, meninos, meninas, mulheres de 50 anos de idade, meninos de 10 anos de idade, Flynn e meu pai tinham apetites insaciáveis. Dúzias de amantes. Eles viveram intensamente na luxúria.

Penthouse: E quanto esse executivo do Partido do Trabalho?

Hubbard: Ele era um agente duplo da KGB e da agência de inteligência britânica. Ele era também um homossexual intenso. Ele queria que meu pai usasse sua magia negra, técnicas de rompimento da alma e lavagem cerebral em meninos jovens. Ele queria esses jovens como escravos sexuais. Ele queria usar as técnicas de meu pai para abrir as cabeças de pessoas porque ele era muito influente no governo britânico — além do que ele estava vendendo informações para os Russos. Assim como meu pai.

Penthouse: Seu pai estava vendendo informações para os soviéticos??

Hubbard: Sim. Foi assim que meu pai conseguiu dinheiro para comprar o St. Hill Manor, em in East Grinstead, Sussex, onde fica o quartel-general da Cientologia britânica.

The Saint Hill College for Scientologists

The Saint Hill College for Scientologists

Penthouse: Que informações seu pai tinha para vender aos soviéticos?

Hubbard: Ele mesmo não fazia nenhuma espionagem. O que ele normalmente fazia era deixar algumas pessoas estranhas entrarem em seus escritórios e em sua casa em horários muito estranhos da madrugada. Ele me disse que ele estava deixando a KGB ver nossos arquivos, e que ele estava cobrando £40,000 para isso. Esse foi o dinheiro que ele usou para comprar Sr. Hill Manor.

Penthouse: Você sabe de alguma informação específica que a KGB conseguiu com seu pai que pode ter sido prejudicial à segurança?

Hubbard: Os planos para um míssel guiado pelo calor no começo dos anos 50. Eles conseguiram a informação após intensas audições em um dos sujeitos que era um dos engenheiros-chefe. Foram grandes infiltrações até os dias de hoje. Sempre houve um grande interesse por parte da Cientologia em funcionários militares e do governo. Não há como provar isso sentado aqui, mas eu acredito que a KGB treinou agentes da Alemanha Oriental que chegaram aos Estados Unidos via Dinamarca e Londres, e que eram, supostamente, cientologistas. Eles tornaram-se bons cientologistas, eles eram bem treinados.

Penthouse: Seu pai fez isso apenas pelo dinheiro?

Hubbard: Sim. Quanto mais ganhava, mais ele queria. Ele tornou-se ganancioso. Ele estava realmente só interessado no uso do dinheiro e poder, onde quer que fosse ou sobre quem quer que fosse. Não havia diferença alguma entre moralidade e política para ele.

Penthouse: O oficial do Partido do Trabalho conseguiu algum de seus jovens meninos através da Cientologia

Hubbard: Sim. A Grã-Bretanha estava pronta para a Cientologia. O sistema escolar britânico incentiva o lesbianismo e homossexualismo, porque desde o nascimento até os 20 anos de idade, tudo que eles vêem são pessoas do mesmo sexo. As escolas são muito segregadas. E você verá que na Cientologia o foco está no sexo. Sexo, sexo, sexo. As primeiras coisas que procurávamos saber a respeito de uma pessoa sendo auditada eram os seus desvios sexuais. Sabe, de fato muitas poucas pessoas praticam exclusivamente a posição sexual papai-mamãe. Assim, tudo que você precisa fazer é descobrir os desvios sexuais de uma pessoa, sejam o que for. Os sonhos e fantasias. E se você encontrar aquela informação, o que a excita, seus desejos e fantasias, você poderá colocar um colar no pescoço dessa pessoa e levá-la para onde quiser. Você promete realizar as fantasias ou vazá-las — muito simples. E pessoas têm fantasias sexuais extravagantes. Não há nada de errado com aquilo — eu sou o último homem na Terra que deveria julgar as práticas sexuais de alguém. Mas uma vez que você encontra o desvio sexual de alguém, você o domina. E para encontrá-los, você deve fazer lavagem cerebral através de audições, interrogatórios, investigações, seguindo e fotografando elas, gravando suas conversas telefônicas, o que for preciso.

Penthouse: Você fez tudo isso?

Hubbard: Com certeza.

Penthouse: Havia mais alguém do alto-escalão do governo britânico na Cientologia?

Hubbard: Havia um membro da equipe médica de Winston Churchill. Nós o mantínhamos encoleirado.

Penthouse: Ele deu alguma informação sobre o Churchill?

Hubbard: Certamente que sim. Veja bem, essas pessoas não perceberam para onde suas informações estavam indo. Elas sempre pensaram que na audição da Cientologia elas estavam protegidas pela confidencialidade padre-confessor, mas isso nunca foi assim. As pessoas simplesmente presumiam, e ainda presumem. Mas todo mundo sabia o que havia nos arquivos de todos os outros.

Penthouse: Qual foi o primeiro exemplo das atividades de espionagem de seu pai que você se lembra?

Hubbard: Eu lembro de um dia, em 1944, quando ele voltou de uma base naval no Oregon, onde ele estava trabalhando, com uma grande caixa de metal cinza em baixo do braço. Ele a colocou em nossa garagem e cobriu com uma lona. Naquele fim de semana, alguns sujeitinhos engraçados vieram até em casa. Eu lembro que era verão e eles estavam usando sobretudos de lã marrom escuro. Isso ficou gravado na minha memória: o que eles estariam fazendo vestidos com sobretudos em um calor infernal? Era por volta das 10. Esses sujeitos enormes e suados pegaram a caixa, levaram até o carro e foram embora. Mas antes de eles chegarem, eu havia espiado a caixa. Havia um objeto estranho dentro. Eu não sabia o que era. Mais tarde, nos anos 50, eu estava andando por uma loja de artigos militares e de repente vi um objeto que era idêntico a aquele da caixa. Era o coração de um radar. Durante a guerra — quando aqueles homens a levaram de nossa garagem — era super-secreto, super-valioso, valia milhares de dólares. Eu lembro que pessoas receberam ordens para, caso fossem capturadas, deveriam explodir aquilo, se suicidando.

Em 1955, eu fui trabalhar no escritório da Cientologia em Londres. Eu percebi que havia uma mulher fazendo coisas estranhas com algumas pessoas no escritório, então eu a investiguei. Eu descobri que ela era membro do Partido Comunista. Eu fiquei muito bravo com ela e invadi seu apartamento, onde eu encontrei dúzias de cartões de códigos, com um monte de letras e números. Eu mandei a seguirem até a embaixada da Rússia. Por fim, escrevi um extenso relatório a respeito dela para meu pai. Ele ficou furioso. Ele me disse para náo investigar mais, não escrever mais nada, não contar nada a ninguém e destruir tudo que havia encontrado. Eu gritei com ele, “os malditos russos estão andando pelo escritório e Deus sabe o que mais estarão fazendo”. Ele gritou de volta. “Eu os quero lá!” Ele me disse que ela havia sido colocado lá pela KGB com seu conhecimento e autorização. Isso realmente m eincomodou. Meu avô, que foi um tenente-comandante na Marinha, havia me impressionado com sua honra e integridade. Ele foi um oficial das antigas. O oposto de meu pai. Na verdade, eu dou a ele muito crédito por eu ter conseguido colocar a cabeça no lugar e me livrar da Cientologia, porque o seu patriotismo estava dentro de mim e deixou-me amargurado com o a relação de meu pai com os Russos.

Penthouse: Foi por isso que você se desiludiu com a Cientologia?

Hubbard: Isso foi o começo. Eu comecei a ver que meu pai era um homem doente, sádico e depravado. Eu via cada vez mais semelhança entre o comportamento dele e o que eu havia lido sobre as atitudes e pensamentos de Hitler. Eu estava percebendo que meu pai queria mesmo era destruir seus inimigos e conquistar o mundo. Aqueles vistos como inimigos deveriam ser destruídos, incluindo a mim. Essa política de “fair game” existe desde o começo. A organização não existiria sem ela. Ela mantém as pessoas em silêncio.

Penthouse: Você quer dizer mortas?

Hubbard: Bem, nós queríamos as pessoas mortas de verdade, porque como você as destruiria se simplesmente as matasse? O que ele queria era destruir suas vidas, suas famílias, suas reputações, seus trabalhos, seu dinheiro, tudo. Meu pai era o tipo de pessoa que, quando se tratava de destruição, queria manter você vivo pelo maior tempo possível, para te torturar, te punir. Se ele decidia te destruir, ele amava ver você derrubado, se acabando na bebida e nas drogas, rolando em seu próprio vômito, com sua esposa e filhos longe: sem emprego, sem dinheiro. Ele adora chutar você e espalhar para outras pessoas “olhem o que eu fiz com esse homen!” Ele é o tipo de homem que puxaria as asas de moscas para vê-las se debater. Veja bem, isso se aplica às crenças da Cientologia também. Se você apenas morresse, seu espírito iria sair e entrar em outro corpo. Matando um inimigo, você estaria fazendo a ele um favor, tirando ele de baixo do pé de L. Ron Hubbard, entende?

Penthouse: Dizem que muitos cientologistas seguem filosofias parecidas.

Hubbard: Sim, muitos são sádicos como ele. Tipo Gestapo.

Penthouse: Você acha que eles parariam antes de cometer homicídio?

Hubbard: Muitos não. A frase-secreta na qual a Cientologia se baseia é: “faça o que quer fazer”. Essa é a lei. Ela também tem origem na magia negra de Alistair Crowley. Significa que você é a sua própria lei, você está acima da lei, você cria a sua própria lei. Você está acima de quaisquer outras avaliações humanas. Já que você tornou-se um ser através de um ato de vontade, você pode fazer qualquer coisa que tiver vontade. Se você decidir sair e matar alguém — bam! — já era. Um ato de vontade, sem qualquer conexão com emoções ou sentimentos, sem obedecer qualquer ética ou moralidade ou lei. Essas pessoas são muito más. Totalmente voltadas ao ataque. A maioria das pessoas pensam que essas pessoas são tão malucas e selvagens e destrutivas e imprevisíveis. Eu não. Pessoas malucas são previsíveis, porque elas estão presas na mesma roda gigante mental e espiritual, e tudo que elas podem fazer é dar voltas e voltas. Por muitos anos eu consegui imitá-los — para continuar vivo — simplesmente porque eu era um deles. Eu tive um professor muito bom.

Penthouse: Seu pai era violento com a família?

Hubbard: Não comigo. Mas ele batia bastante em muitas mulheres. Sangue, olhos roxos, dentes trincados, tudo. Ele batia muito nas mulheres. Seus ataques de fúria eram incríveis. Eu li histórias de ataques de raiva que Hitler tinha, e elas lembram muito as do meu pai. Ele era especialmente delicado com sua comida. Ele sempre mantinha outra pessoa na mesa para provar toda a comida na mesa antes de comer. Eu já vi ele pegar uma mesa inteira e jogar todo o jantar contra a parede quando ele não gostava da comida ou quando ela parecia suspeita. Ele ficou muito estranho nos anos 50. Ele tinha que ter suas roupas lavadas repetidamente. Ele tomava vários banhos por dia. Eu sempre fico pensando se isso foi provocado pela grande quantidade de drogas e medicamentos que ele tomava.

Penthouse: Seu pai usava muitas drogas?

Hubbard: Sim. Desde os seus 16 anos. Veja bem, drogas são muito importantes na prática de magia negra pesada. O uso pessoal de drogas expande a habilidade consciente de uma pessoa para abrir as portas do reino das trevas.

Penthouse: Que tipo de drogas ele geralmente usava?

Hubbard: Em diversas oportunidades, quase de tudo, porque ele era meio hipocondríaco. Cocaína, peyote, anfetaminas, barbitúricos. Seria mais fácil listar o que ele não usava.

Penthouse: Ele te incentivou a usar drogas?

Hubbard: Bem, ele usava elas comigo. Ele era uma pessoa da noite. Nós costumávamos ficar sentados a noite toda, no seu escritório ou casa, ele ficava chapado e falava. Ele tinha uma língua afiada. Ele amava conversar. E nos anos 50 ele achava que eu era seu herdeiro, então ele decidiu me ensinar tudo que sabia. Ele me iniciou misturando fenobarbital nas minhas gomas de mascar, quando eu tinha 10 anos. Isso era para induzir transes mais profundos e permitir a prática de magia negra e abrir caminho para o poder.

Penthouse: Como exatamente isso funcionaria?

Hubbard: A explicação é de certa forma longa e complicada. A razão principal é que neste universo existem alguns poderes que são muito fortes. Por exemplo, Hitler estava envolvido na mesma magia negra e práticas do ocultismo que meu pai. As mesmas, que se originam antes dos tempos do antigo Egito. É algo muito secreto. Muito poderoso, manejável e muito perigoso. Lavagem cerebral não é nada comparado à aquilo.

O termo mais apropriado seria “rompimento da alma”. É como romper a alma, o que leva à abertura de várias portas para o poder que existe, o poder satânico e demoníaco. Resumidamente, é como um túnel ou uma avenida ou um portal. Puxar aquele poder para você através de outra pessoa — geralmente mulheres — é algo incrivelmente traiçoeiro. Faz o Dr. Fu Manchu parecer um estudante de jardim-de-infância. É o vampirismo derradeiro, que fode a mente, ao invés de ir atrás do sangue você está indo atrás da alma. E você toma drogas para alcançar aquele estado em que você pode, quase literalmente, como um martelo psíquico, romer a alma de alguém e puxar o poder através dessa pessoa. Ele desenvolveu suas técnicas “Opetating Thetan” para fazer a mesma coisa. Mas é claro que leva algumas centenas de horas de audição e milhares de dólares para alcançar o privilégio de ter sua cabeça estilhaçada em milhões de pedaços. Pode parecer um monte de baboseira, mas isso trouxe uma fortuna para meu pai.

Penthouse: Quando seu pai foi visto pela última vez em público?

Hubbard: Por volta dos anos 60 ele deu uma entrevista para uma rede de TV britânica. Após aquilo, ele não apareceu mais em público e aos poucos foi tornando-se recluso. Um dos motivos que o levaram a reclusão foi sua própria condição física e mental, que estava deteriorando-se tanto que ele não poderia deixar que o público e os membros da Cientologia soubessem da forma em que ele se encontrava. Ele era um testamento do fato de que a Cientologia não funciona.

Penthouse: Olhando para os últimos e estanhos 20 anos de sua vida, o que você teria feito de forma diferente?

Hubbard: Essa é uma pergunta complexa. Acho que se eu tivesse que fazer tudo de novo, eu faria igual. Com um pai como o meu, eu não acho que conseguiria viver de outra forma. Foram vinte e três anos no inferno, mas algumas vezes você tem que passar pelo inferno para chegar ao céu. Tive uma vida muito excitante, isso eu posso dizer. Nós viemos de uma longa linha de canalhas e trapaceiros, que vêm de 200 ou 300 anos atrás. E eu acho que nós fomos feitos para este tipo de vida. Eu costumava dizer que eu era um pregador da adversidade e da controvérsia, e eu prosperava naquilo. Além do mais, espero que com o nosso exemplo as pessoas parem de tentar se tornarem deuses.

Penthouse: E se seu pai estiver vivo? Você seria capaz de enfrentá-lo?

Hubbard: Sim, eu adoraria.

Penthouse: Você tem algum medo dele?

Hubbard: Não, se ele estiver doente, eu faria de tudo para que ele recebesse o melhor tratamento do mundo para ele. Eu o considero uma vítima de tudo isso tanto quanto eu sou uma vítima do envolvimento dele com a magia negra, drogas e suas próprias alucinações. Ele tornou-se uma vítima dele mesmo.

Penthouse: Muitas pessoas dizem que seu pai é culpado por muitos crimes e pecados. Você acha que ele deveria ser punido?

Hubbard: Ele não escapou da punição. Eu acho que na atual conjuntura, vivo ou morto, ele caiu em sua própria insanidade, e isso é quase uma boa punição. Essa é a prisão mais terrível de todas, ficar preso dentro de sua própria cabeça. É como se ele estivesse preso dentro de uma fábrica de fogos de artifício sem ter nenhuma saída.

Penthouse: Alguma vez você desejou que seu pai morresse?

Hubbard: Eu acho que não, não. Independentemente do que ele fez comigo — nós nos divertimos muito!

Penthouse: Enganando todo mundo?

Hubbard:Sim! Eu adorava minha vida antes e agora. E realmente, com relação aos crimes, eu acho que meu pai recebeu a maior das punições. que é ficar preso em sua própria insanidade. Não há escapatória para ele.

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RESPOSTA DA CIENTOLOGIA À ÉPOCA DA ENTREVISTA

In order to present both sides of the controversy involving the Church of Scientology and L. Ron Hubbard Sr. to our readers, Penthouse Contributing Editor Allan Sonnenschein conducted a lengthy interview by telephone with the Rev. Heber Jentzsch, president of the church. Excerpts from that interview follow.

Jentzsch: Let me say this: The media have been hyped by a number of people who are criminal – extortionists – perverts – etc. – and they make all these claims, and then you’re supposed to respond to them. The credibility of the individual is just out the bottom. And I don’t find it instructive for us to just sit and respond to a bunch of allegations.

Penthouse: Is it true, as DeWolf claims, that Scientology is an extremely expensive and time-consuming process?

Jentzsch: It isn’t expensive if one is looking at something that works. And Scientology is an extremely workable system. The churches that I know of – and I deal with religious leaders all across the country – some of them have a tithing system, and they pay it for their entire lifetime. That can be quite a bit of money, and it’s also worthwhile. But let’s move it out of the religous field and look at the psychiatrists, and they’re running all this crazy stuff, you know? You’ve got psychiatrists who are essentially charging an arm and a leg for electric shock psychosurgery, drugging, all kinds of things which really are destructive to the individual. And they’re funded by the state for those activities, into the billions. So Scientology comes along. First of all, it can be done from a person picking up a book like Dianetics as I said. And it costs them the price of the book. Or it can be done from the standpoint of the professional counselors and so forth. Mr DeWolf hasn’t been with the church for twenty-four years, so he’s hardly an authority on where we are at the present time. But it’s like yo say – is it expensive or time consuming? Well, long before I joined the staff, I did Scientology extensively. I didn’t find it time consuming. I found that I was able to do it and still carry on at a profession and do both.

Penthouse: Can a poor man go through Scientology counseling?

Jentzsch: Sure.

Penthouse: He can?

Jentzsch: Sure. I mean he can go on the staff, and for that he receives his counseling, and he can do the whole thing.

Penthouse: Is it true that the media have been intimidated by church members when they try to report on the organization?

Jentzsch: Ha! Well, I just say, look with your own eyes. If they’re intimidated, boy, how do you explain Time magazine, 20/20 on ABC TV, Cable Network News national, ABC TV’s World News, the Los Angeles Times, and the New York Times, reporting all in one day on Scientology? I mean, how do you explain that? I mean, give me a break!

Penthouse: The allegation has been made that the Church of Scientology has hounded ex-members who have spoken out negatively about the church.

Jentzsch: Can you give me the names?

Penthouse: Gerald Armstrong is the first that comes to mind.

Jentzsch: Mr. Armstrong is my step-son-in-law. I know him quite well. He was a clerk, and he also drove a car. And that’s all he ever did. When he left, he sort of tried to raise his status. If he thinks he’s been hounded by Scientologists, I’ll offer this: he says he’s getting phone calls? We’ll go to the police and put a tap on the phone. You know what a tap is, right? It just traces the phone call. So let’s find out where the phone calls are coming from, because it isn’t coming from our people. And I want to know. So to every guy who’s screaming that, that’s the thing I offer.

Penthouse: How do you respond to charges that L. Ron Hubbard, Sr. may no
longer be alive?

Jentzsch: Mr. Hubbard wrote me a letter last week. He wrote the court that has the records under seal and is keeping them in safekeeping, per our request. Now, he wrote, and he carboned me, with a very well-documented, extensive kind of forensic background in this letter. What it is is one of the top forensic scientists in this country put together an ink that could have been formulated by the second of February, 1983. He put that ink in a pen, and sent it to Mr. Hubbard. Mr. Hubbard wrote a letter to the court, carboning me, and he also placed his fingerprints on that letter underneath the ink and to the side. And top forensic analysts have proven that, that is the ink that was formulated the second of February 1983. Number two: that is his writing. Number three: those are his fingerprints. End of theme. But this letter establishes, in terms of forensic science and in terms of court-acceptable records, that Hubbard Sr. is very much in control of this whole scene and his own monies, his own life, his own activities…

Penthouse: Is it possible to speak to Mr. Hubbard?

Jentzsch: I…I don’t think that Penthouse magazine, given its past activities, would ever do a decent article on Mr. Hubbard. I think they would do everything they could to try to denigrate, to try to impugn the man, to try to destroy any credibility he has… I’ve read Penthouse and the hate they have for anyone who is opposed to psychiatry, anyone who is opposed to electric shock and psychosurgery, as we have been… I have only to characterize it; that’s the only reason they’re opposed to it –that Hubbard has instituted an incredible educational capability. They hate it. Absolutely hate anything… [Editor’s note: Reverend Jentzsch is not as familiar with the editorial content of Penthouse as he thinks. Among the very many critical articles on psychiatry the magazine has published are ” Psychiatric Holocaust” (January 1979), “Psychiatry Kills” (April 1981), and “Electroshock: The Horror Continues” (June 1982)] My current frame of mind is that the media will have to prove to us that they have some sort of modicum of ethics and integrity… At this current point, I have no reason to trust them. None at all. I find them rapacious. I find them to be not interested in anything… Six and a half million people who are living good lives, with a tremendous capability…but I don’t find the media wanting to cover any of that…

Penthouse: We feel that Mr. Hubbard has a right to respond to the allegations made by Mr. Hubbard, Jr.

Jentzsch: What you’re saying is that you give a man who’s a criminal the same right as a man who is not.

Penthouse: We’re just trying to determine the truth.

Jentzsch: I’ve got to tell you, I’ve heard the same thing from every major media that has talked to me. And every one of them had just not one modicum of integrity.

Penthouse: We would be willing to work out any problems you might have before we meet with Mr. Hubbard.

Jentzsch: Well, I don’t know that you could meet him, because I have no idea where he is… I will tell you this: if I were ever asked by Mr Hubbard, I will make sure that all of the media who have currently interviewed him will never, ever, ever, get a personal interview. I mean, I can guarantee you that Time magazine will not… I can guarantee you ABC-TV will not: I can guarantee you that all the others will not. I will promise that, and I will campaign for it if he ever decides that he wants to do a major media event of any kind or an interview of any kind. I will make sure that every one of those gentlemen never, ever, ever, ever, ever, gets an interview with him.

Clique AQUI para abrir o índice dos posts mais importantes a respeito da organização criminosa autodenominada religião (O que é Cientologia, Dianética, Quem foi seu fundador L. Ron Hubbard, O Grande Segredo da Cientologia)

5 thoughts on “Revista Penthouse: Entrevista com L. Ron Hubbard Junior, Junho 1983

  1. Me parece que há uma parcialidade nessa informção, apenas relata uma lado da história e deixa de publicar em português o direito de resposta da cientologia, lamentável!

  2. Anónimos, se eles quisessem ser parciais eles poderiam simplismente não publicar o direito de resposta, inclusive a entrevista é enorme e já da trabalho traduzir, diante de tantas evidências lamentáveis a respeito da Cientologia não me parece ser necessário parcialidade.

  3. Pingback: Cientologia: A Religião Dos Astros De Hollywood | Ladrão na Noite

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